Estamos vivendo num mundo de constantes transformações tecnológicas e
muitas formas novas de ensino vão surgindo em decorrência disso e uma delas é o
EAD. Mas será que isto funciona??
Como quase tudo na vida, a resposta é: depende!! E neste texto voltarei
a minha atenção para o ensino da dança, pois cada área tem suas
particularidades.
Com base na minha experiência percebo que muitos fatores irão
influenciar na eficácia dos cursos online, mas existem algumas questões
principais e que não podem ser ignoradas de forma alguma:
*Não existe milagre, não tem como aprender dança com poucas aulas online,
por mais ninja que a pessoa seja, não tem como absorver tudo o que envolve uma
plena consciência corporal, musicalidade, cultura, movimentos, desenvoltura
entre muitas outras coisas num curso rápido de dança do ventre seja ele online
ou não. Isso é propaganda enganosa, cuidado!!!
*Quem é o profissional que está ministrando o curso?? A pessoa tem
propriedade naquilo que está se propondo a ensinar? Tem bagagem, tem
experiência, é um profissional de qualidade??? Assim como nas aulas
presenciais, fazer um curso com alguém com pouca qualificação é jogar tempo e
dinheiro fora, além de poder te trazer consequências irreversíveis, como lesões
corporais ou aprendizados completamente equivocados.
*Outro fator muito importante para a eficácia de um curso online é a
disciplina do aluno, não adianta só ficar assistindo ou pior ainda, só adquirir
e deixar guardado, se o aluno não fazer os exercícios e não repetir até que
aquilo se incorpore não tem também muito proveito do curso, é igual aquele
aluno que se matricula na aula mas não comparece, não vai sair do lugar.
*Quando ministrados por profissionais competentes os cursos onlines são
um excelente material de apoio (assim como eram os DVDs e vídeos cassetes),
entretanto nenhum EAD, por melhor que ele seja, substitui a aula presencial!!!
Na aula presencial temos o contato humano, o olhar da professora diretamente
para a aluna, a energia do momento, a orientação personalizada, a socialização,
a troca, e por mais que a tecnologia se supere a cada dia, ainda não inventaram
nada que substitua UM ABRAÇO!!!
Não deixe de assistir o meu vídeo sobre este assunto no meu canal do
YouTube, deixe seu comentário lá também!!!
Abraços dançantes a todos!! (mas eu quero depois um abraço pessoalmente,
kkkkk)
Para estar sempre informado dos meus eventos, conteúdos e dicas, assine minha newsletter!!
Uma das coisas que diferencia um estilo de dança do outro é o repertório de movimentos executados na dança em questão. Quando falamos de dança do ventre temos um repertório específico que abrange movimentos isolados do quadril, tronco, braços, cabeça. Muitas vezes estes mesmos movimentos se combinam harmonicamente entre si podendo também ser associados a deslocamentos, transferências de peso, mudanças de planos, passos e giros. Tudo isso resulta numa ampla gama de possibilidades o que é encantador e nos permite criar uma infinidade de variações.
Entretanto, a dança do ventre é um produto originário de danças femininas étnicas provenientes basicamente do mundo árabe e regiões próximas, ou seja, é uma dança que tem todo um contexto cultural no qual se encontra inserida e que os movimentos realizados precisam estar de acordo com este contexto. É de suma importância também o estudo dos ritmos e da música oriental, que é uma música cujo formato e características são diferentes da música ocidental.
Na cultura oriental música e dança são intrinsecamente ligados, sendo assim, para cada estilo musical e conjunto de ritmos teremos movimentos que são adequados para uma correta leitura musical, por isso não basta estudar apenas os movimentos e saber executá-los impecavelmente, é preciso estudar toda a questão cultural e musical que envolve o universo desta arte.
Mas o foco deste texto é uma conversa sobre os movimentos de base da dança do ventre e que, infelizmente, cada vez mais têm sido deixado de lado para dar lugar a movimentos importados de outras linguagens de dança. Então gostaria de colocar aqui neste artigo como eu elenco, classifico e organizo os movimentos que são típicos da dança oriental solo improvisada feminina. Ou seja, os movimentos de base desta dança tão linda e que nos traz tantos benefícios por proporcionar uma harmonização dos nossos centros energéticos, movimentos que massageiam e irrigam nossos órgãos internos, que modelam o nosso corpo e que nos inundam do prazer de ser mulher! Vamos resgatar estes movimentos que são a energia do feminino na nossa dança pois ela é quem nutre de maneira plena esta arte tão valiosa.
Para fins didáticos eu separo os movimentos da dança do ventre em 4 grandes grupos:
1) Os cadenciados (quadril e tronco)
2) Os sinuosos (quadril, tronco, braços e cabeça)
3) Os precisos (quadril, tronco, braços e cabeça)
4) Os vibratórios (quadril e tronco)
OS CADENCIADOS
Os movimentos cadenciados são aqueles que acontecem necessariamente na pulsação rítmica, ou seja, não é possível executá-los sem base rítmica ou com uma base rítmica que não permita sua realização. A grande maioria destes movimentos acontecem nos ritmos quaternários (que possuem 4 tempos) e alguns em ritmos binários (2 tempos).
São movimentos que possuem uma ginga própria e geralmente podem ser acompanhados com palmas ou estalar de dedos.
Exemplos: básico egípcio, básico grego, twist...
OS SINUOSOS
Os movimentos sinuosos são aqueles que possuem formatos arredondados, formam curvas e desenhos como o símbolo do infinito (lemniscata), círculos, elipses, caracóis e esses (S).
Podem ser realizados seguindo o pulso rítmico ou não. São muito utilizados quando seguimos instrumentos de som contínuo como as flautas nay, o violino ou a voz humana.
Podemos inclusive mesclar os sinuosos com os cadenciados ou executar os sinuosos com cadencia marcando o pulso rítmico.
Exemplos: oitos e redondos, camelos, ondulações de braço, ondulações de ventre...
OS PRECISOS
Os movimentos precisos são aqueles que utilizamos para fazer marcações específicas quando solicitadas pela música, ou seja, quando houver uma marcação forte musical, faremos também esta marcação com o corpo.
Estas marcações podem ser realizadas com o quadril, ombro, peito, braço, cabeça, desde que seja na mesma intensidade da marcação da música. Para a realização destes movimentos geralmente recorremos às contrações musculares da parte do corpo requerida para realizar de forma precisa.
Exemplos: batida unilateral de quadril , batida pélvica, marcação com um dos ombros...
OS VIBRATÓRIOS
Mais conhecidos como shimies ou tremidos, são movimentos que requerem treino e consciência corporal. Podem ser efetuados com o tronco ou com o quadril, sendo que neste último temos um mundo de tipos de tremidos que poderão ser utilizados conforme leitura musical.
Os movimentos vibratórios são utilizados geralmente quando há um intensa aceleração musical, ou quando o instrumento musical faz um som trinado. Usados com muita frequência para leitura da percussão, principalmente nos solos percussivos ou para leitura de instrumentos de cordas como o alaúde e o qanoum, mas isto não é uma regra.
Exemplos: tremido de quadril, tremido pélvico, tremido de peito...
Como já disse antes, esta divisão é apenas para fins de organização didática, entretanto, conforme vamos aprendendo estes movimentos de forma isolada, treinando e incorporando, vamos também desenvolvendo a transição entre eles, a mescla e a desenvoltura, associando uns aos outros, juntamente com transferências de peso, deslocamento, giros, mudança de planos e transformando este vocabulário numa linguagem própria que desabrochará na sua dança.
Para reforçar este trabalho de resgate dos movimentos de base da dança oriental, estou disponibilizando um curso online totalmente gratuito no meu canal do YouTube.
Nas vídeo aulas eu explico cada movimento e pequenas sequências para ilustração e fixação destes. É um material de apoio para quem estuda dança do ventre poder treinar em casa e aperfeiçoar sua dança. Clique no link a seguir e acesse!!
Olá, Você que é praticante de dança do ventre ou amante da cultura oriental já ouviu falar no buzuk ou bouzouki???
este é o bouzouki helênico, existem muitos outros tipos de bouzoukis ou buzus
O bouzouki/buzuk é um instrumento musical de cordas, da família do alaúde (podemos inclusive dizer que seria um filho ou neto do alaúde), e é muito popular em algumas regiões onde a música oriental é executada, principalmente na Grécia/ Turquia/ Líbano e Síria. Em grego é conhecido como bouzouki e em árabe como buzuk. Neste artigo optarei em usar o termo bouzouki pois para mim é mais orgânico e íntimo me referir desta forma a este instrumento que sempre foi tão presente em minha existência. O bouzouki é um instrumento oriental e está muito presente na música oriental (quando eu digo música oriental estou me referindo à música que tem características específicas e que a diferenciam muito da música ocidental em estrutura, escalas "maqans", forma de ouvir, tocar, sentir, ritmos, e que é praticada numa extensão cultural e territorial que vai além do mundo considerado árabe, abrangendo os balcãs, o norte da África, a região do Levante, Ásia Menor "Anatólia" e parte da Ásia Central). Entretanto, apesar do referido acima, o bouzouki é um instrumento que não possuiu uma ampla possibilidade de maqans (escalas) assim como o alaúde possui. O bouzouki possui trastes em seu braço (tal como o violão) e isto limita o número de notas musicais quando comparado com o alaúde que tem o seu braço livre, mas ainda assim é um instrumento que possibilita os 1/4 de tom que é tão característico da música oriental e que os instrumentos ocidentais (como o violão por exemplo) não conseguem reproduzir. Eu sou apaixonada pelo bouzouki, ele tem uma sonoridade mais "estridente" que o alaúde, no meu modo de sentir eu vejo o alaúde como um instrumento mais aveludado, mais grave e que me remete à energia do masculino, já o bouzouki para o meu modo de sentir (assim como o qanoum - falaremos dele numa outra oportunidade), me remete à uma energia mais feminina, mais doce ao mesmo tempo que é forte e vigorosa. Para mim, o alaúde seria a voz masculina enquanto o bouzouki a feminina! O som trinado do bouzouki permite que a bailarina possa explorar diversos tipos de tremidos, aliados ou não aos movimentos sinuosos que podem também se dar de forma lisa fazendo toda a leitura poética do instrumento. É um instrumento que permite uma dança muito rica em movimentos, técnica e sentimentos. Na atualidade, o bouzouki é considerado o instrumento mais típico da música helênica, é muito utilizado tanto nos clássicos como na música popular e moderna. É muito utilizado no estilo rembetiko (um estilo musical mais boêmio da músico helênica e que é extremamente popular entre os gregos e heleno descendentes no mundo), e muito presente no TSIFTETELIS, estilo helênico da dança oriental solta de improviso. Nas festas gregas é um instrumento que não pode faltar e que é contagiante e sentimental, proporcionando a todos uma sensação de êxtase em suas TAKSIMIS (taksim), o que podemos chamar no mundo árabe de TARAB. Ainda falando de TSIFTETELIS, no início do século XX foi desenvolvido e popularizado um estilo muito peculiar de solo de bouzouki para o tsifteteli (chifteteli) e que se tornou praticamente um hino do tsifteteli grego, um estilo onde o músico improvisa com o bouzouki demosntrando muita habilidade, vigor, sentimento e o que chamamos de "KEFI", (uma pegada, um sentir único de estar na energia daquele momento) Abaixo o link de um SOLO DE BOUZOUKI que efetuei para o desfecho do meu DVD "A DANÇA NA MÚSICA E CULTURA ORIENTAL", lançado em parceria com a Shimmie Kaleidoscópio e onde eu explico as características fundamentais da música e cultura oriental aplicadas na nossa dança. Para mais informações sobre o DVD, CLIQUE AQUI!!! O solo é do maravilhoso músico Nicos Pourpourakis (in memória), que ainda em vida me cedeu com muito amor os direitos autorais para que eu pudesse produzir este trabalho e que era um apaixonado pela dança do ventre. Aqui no Brasil, na comunidade helênica, temos um grande "bouzouklis" , o Kostakis, e que está sempre presente nas festas e eventos da comunidade. Para quem tiver interesse em aprender a tocar o instrumento, pode entrar em contato com o Iaonnis Kyriopoulos, professor na Coletividade Helênica de São Paulo. Espero que tenham gostado deste conteúdo e não deixem de me acompanhar nas redes sociais: CURTA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK INSCREVA-SE NO MEU CANAL DO YOUTUBE Para não perder nenhum conteúdo e informações preciosas sobre esta rica cultura, INSCREVA-SE na minha lista!
A partir de hoje estarei postando em meu canal do YouTube uma série de VÍDEOS AULA TOTALMENTE GRATUITAS sobre os movimentos de base da nossa dança para que vocês possam ter um material complementar de estudos e também para quem nunca fez aulas possa ter um primeiro contato e se encantar com essa linda arte que é a DANÇA DO VENTRE!!
Então não deixe de acompanhar!! INSCREVA-SE!!!
Segue o link da PLAYLIST onde você encontrará todos os vídeos da série:
VAMOS APRENDER DANÇA DO VENTRE??? ESSENCIAL DANÇA DO VENTRE DE A a Z - Aulas de dança do ventre com Cristina Antoniadis.
Uma série especial de vídeos criados pela professora Cristina Antoniadis cuja finalidade é proporcionar um contato com os principais movimentos essenciais da dança do ventre para quem não conhece e também um material de complemento de estudos para quem já pratica esta arte possibilitando que você possa treinar em casa, estudar bastante e melhorar a qualidade dos seus movimentos de dança do ventre.
IMPORTANTE: estas aulas não substituem uma aula de dança do ventre presencial, onde o professor poderá te orientar e corrigir pessoalmente. É importante também lembrar que o aprendizado da dança do ventre não se resume apenas em aprender os movimentos, mas é de muita importância aprender a inserir estes movimentos numa correta leitura musical, cultural e intencional. A dança do ventre é uma dança étnica e estudar seus aspectos peculiares é essencial para o aprendizado correto desta dança.
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Para muitas pessoas que estudam dança do ventre, dançar e tocar snujs ou sagats simultaneamente parece algo impossível, já ouvi de um tudo kkkk, principalmente: "não tenho coordenação motora" Então vou tentar te ajudar com algumas dicas: Tocar e dançar exige dedicação, muito treino e estudo, mas o resultado é ENCANTADOR!! EU
Para muitas pessoas que estudam dança do ventre, dançar e tocar snujs ou sagats simultaneamente parece algo impossível, já ouvi de um tudo kkkk, principalmente: "não tenho coordenação motora" 1) comece simples, comece no toque básico, o famoso "ta ká tá". Este toque servirá de base para quase todos os ritmos; 2) conhecer os ritmos, sua pulsação, célula base é fundamental; 3) treine, treine muito. Dançar e tocar de forma natural e gostosa é prática, muita prática. Vc pode começar tocando sem dançar, depois ande tocando variando a velocidade do caminhar independentemente do toque, depois treine cada movimento básico da dança isoladamente tocando, monte uma sequência para estudo e por fim, dance livremente e toque. AMOOOOO!! No vídeo um pequeno trecho de um curso especial que eu dei no qual estudamos os ritmos isoladamente, fizemos vários treinos e finalizamos o curso com os toques do snuj, muitas das meninas nunca tinham tocado snujs e olha como deu certo!! Espero que gostem e que te inspirem!!
CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR O VÍDEO NA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK!! Assista o vídeo
Curta minha página, inscreva-se em meu canal e me acompanhem!! Estarei sempre trazendo bastante conteúdo dançante para vocês!!! Um grande abraço Cris
Antes de dizer como emagreci, acho importante
contar um pouco de como engordei tanto!!
Breve
resumo da minha luta com o peso e como cheguei ao auge dele:
Novembro de 2008, 33 anos, 1,61m e 72kilos. Minha
filha estava com quase 2 anos, eu já havia desistido da dança há uns 4 anos e
apesar de sempre, até então, a dança ter sido uma atividade paralela na minha
vida, não podia mais viver sem ela. Eu estava triste, deprimida e minha vida
era uma sucessão de dias vividos em função da família, da sociedade, de
obrigações diárias e de uma rotina sem encanto algum.
Apesar de nunca ter frequentado aulas de ballet,
jazz e outros, sempre dancei, desde os meus 7 anos. Participava de grupos
folclóricos da comunidade grega e árabe, fazia coreografias com as amigas da
escola e aos 19 anos comecei minhas aulas regulares de dança do ventre, pela
qual sempre tive paixão desde muito pequena.
Aos poucos, conforme as responsabilidades
profissionais e da vida adulta foram se intensificando fui deixando cada vez
mais a dança de lado, até que parei totalmente. Nessa época já não conseguia
mais manter o meu peso abaixo de 65kilos, o que para mim já é muito.
Veio casamento, depois gravidez, depois parei de
trabalhar e daí lascou tudo, a balança pulou para os 70kilos e chegou ao auge,
72kilos. Nesta época estava tentando outros rumos profissionais (fiz curso de
cabelereira e estava começando a trabalhar na área), quando, para completar a
sensação de que nada dava certo para mim, a dona do salão me dispensou. Fiquei
sem chão, me perguntava, e agora? E então, magicamente, a dança surgiu
novamente em minha vida, ou talvez ela sempre estivesse lá e era eu quem fingia
não ver. Mas o fato é que apareceram 2 shows de contatos antigos. A princípio eu
quis recusar, estava afastada, sem prática, cabelos curtos e o pior de tudo:
gorda, muito gorda!! Meu marido, percebendo minha tristeza e sabendo o quanto
dançar sempre foi muito importante para mim, me incentivou, e assim fui!! E
como foi bom ter ido!
Uma luz acendeu dentro de mim, e decidi: é isso que
eu quero na minha vida, eu quero dançar, dançar e dançar!!! QUERO VIVER DA
DANÇA!!!
Então resolvi, preciso emagrecer pois quero dar o
meu melhor para o que é a grande paixão da minha vida, pois quero dar o meu
melhor para realizar aquilo que sempre sonhei e que a vida agora me desafia a
ir atrás, pois quero dar o meu melhor para mim mesma pois EU MEREÇO o meu
melhor!!
E foi aí que comecei o MEU PROGRAMA DE
EMAGRECIMENTO.
Como
emagreci 15 kilos
Antes de eu relatar como eu consegui emagrecer, quero
fazer alguns alertas essenciais e recomendações:
a)O que funcionou
para mim talvez não funcione para você, minha intenção aqui é compartilhar a
minha experiência para que vocês possam ter de exemplo, de incentivo e adaptar
às necessidades de vocês;
b)Procure um
médico, faça todos os exames de sangue necessários e converse com um
profissional da saúde;
c)Procure
também, se tiver condições, um nutricionista;
d)Procure auxílio de
algum profissional do corpo para te orientar caso você não seja um ou tenha
condições.
Dito isto, gostaria de dizer também que não há
fórmulas mágicas, disciplina, força de vontade, alimentação adequada e
atividade física continua sendo o caminho, eu só vou dizer como foi o meu.
ALIMENTAÇÃO
Dica 1 – CONHEÇA-TE E DISCIPLINE-SE
Sou fanática por doces, massas e pães, e quando eu como
estas coisas, tenho tendências compulsivas, dificilmente consigo parar, então:
CORTEI, e disse para mim mesma: “enquanto você não aprender a comer com
moderação essas coisas você não vai comer.”
Nos primeiros dias senti falta, depois me habituei
a ficar sem e não ligava mais, vez ou outra caia na tentação de comer um docinho,
às vezes conseguia me controlar em comer um pedacinho, outras não, daí quando
isso acontecia me privava novamente, mesmo porque comecei a perceber que era
muito mais fácil ficar sem completamente do que querer comer um pouquinho, pois
esse pouquinho era suficiente para dar vontade de doce no dia seguinte e assim
sucessivamente. O açúcar (e as massas também pois se transformam em açúcar no
organismo) tem esse efeito rebote, e como sou viciada em açúcar, percebi que
meu organismo funciona igual ao de um alcoólatra que não pode dar o primeiro
gole, no meu caso, a primeira mordida.
Então é por isso que eu digo, conheça seu
organismo, perceba quais alimentos te incham, quais fazem você se sentir mais
leve ou mais pesada, quais você tem problemas com compulsão, e discipline-se a
evitar comer aqueles que você sabe que, ou não te farão bem, ou te farão ter
compulsão e engordar.
Dica 2 – ADAPTE-SE AO NOVO
Velhos hábitos precisam dar lugar a novos hábitos.
Não adianta querer emagrecer fazendo as mesmas coisas que te levaram a engordar
e aqui mais uma vez a disciplina vai contar.
Na época eu passei com a minha médica, fiz os
exames e etc, mas não tinha recursos para bancar nutricionista, academia e outros,
então eu apelei para o grande oráculo “o google”, e devido ao que eu relatei anteriormente
sobre doces, massas e pães, a dieta que eu achei que eu teria mais facilidade
de seguir foi a da proteína (na época a moda era a do Dr Atkins). Entretanto,
achei aquela história de se empanturrar de carnes e gorduras um absurdo e nada
saudável, me dava enjoo só de pensar, contar calorias também acho um porre,
chato demais, então adaptei estas dietas para a minha pessoa:
MINHA DIETA
Alimentos proibidos: açúcar e carboidratos simples
(farinha branca, arroz branco e batata basicamente)
O restante liberado, mas com muito bom senso. Como
não sou uma pessoa muito fã de carnes então já não abuso naturalmente e consigo
comer o suficiente para me saciar. Amo queijos, iogurtes e laticínios de forma
geral, e percebo que meu corpo aceita bem estes alimentos, então me permito
comê-los, por outro lado, também gosto muito de ovos, mas estes preciso
maneirar pois percebo que apesar de me saciarem muito bem, me sinto pesada após
consumi-los, então, deixo para comer ovos nos dias que sei que precisarei ficar
mais horas do que o normal sem comer. Frutas eu também não sou fã, então me
permito comer pois certamente não vou abusar. Folhas e legumes eu gosto
bastante, e isso me ajuda, procuro deixar as maiores porções do meu dia por
conta destes alimentos.
Ou seja, continuo a dizer: CONHECA-TE
Dica 3 – PEÇA AJUDA
Se você não mora sozinho é mais difícil. No meu
caso é muito mega blaster difícil pois além de o meu marido ser magro
naturalmente, ele adora comer bobagens. Se o seu caso é semelhante ao meu, peça
ajuda às pessoas que moram com você, pelo menos na fase inicial do processo até
você conseguir ter mais autocontrole e maior percepção do efeito dos alimentos
que você come. Mas não ponha a culpa nos outros pelo o seu fracasso, a ajuda
deles é bem vinda, mas o mundo está aí, cheio de possibilidades e “tentações”,
então cabe a você ter a força de vontade e disciplina para continuar.
ATIVIDADE FÍSICA E MENTAL
Dica 1 – MEXA-SE
Estava desempregada, com uma filha de 2 anos e
precisava me exercitar. Então comecei a dançar, em casa mesmo, arrastava os
móveis da sala, ligava o som e dançava.
Todos os dias eu reservava 2 horas do dia para
dançar, e quando minha mente começava a querer me sabotar me enviando para a
dispensa, eu imediatamente ligava a música e dançava.
Eu pingava de suor, dançava uma música após a outra
e no final, me sentia em êxtase, um prazer imenso tomava o meu corpo e não via
a hora de chegar o dia seguinte para dançar novamente.
Quando eu me sentia desmotivada ia para a internet,
assistia uns vídeos de dança e pronto, era o suficiente para me empolgar.
Em pouco tempo já estava reinserida no mercado de
trabalho da dança e dando aulas, estava muito feliz, mas a batalha com o meu
peso não tinha terminado.
Dica 2 – OCUPE-SE
Nada dá mais vontade de ficar beliscando do que
ficar na frente da TV ou fuçando nas redes sociais, então procure atividades
que te ocupem de verdade. Ler um bom livro, estudar ou pesquisar um assunto
interessante, se você tiver algum talento artístico, use-o: pintar, bordar,
tricotar, costurar, escrever poesias, escrever textos para um blog, use a sua
criatividade quando estiver a toa em casa para não atacar a geladeira.
Reorganizar o guarda-roupa, os móveis da casa,
aquela gaveta de bugigangas que está lá esquecida, aproveite para reorganizar a
sua vida por completo, isso também costuma nos incentivar e motivar a querer
ser uma pessoa melhor para nós mesmos.
Atividades fora de casa também são interessantes
para driblar a gula, mas sempre opte por passeios no parque, livrarias,
exposições ou a lugares que não tenham uma infinidade de guloseimas como os
shoppings centers, isso ajuda muito.
Dica 3 – TENHA PRAZER
Escolha uma atividade física que você goste. Eu
gosto de dançar, e hoje em dia complemento com caminhadas no parque,
alongamentos e alguns exercícios de pilates que também são atividades que eu
gosto. Eu, por exemplo, não gosto de academias, musculação, natação e etc,
odeio ter que sair de casa para ir a ambientes fechados com um monte de gente,
então procuro adaptar as atividades físicas para o meu bem estar mental também,
não adianta nada TER que ir fazer algo, você tem que QUERER, senão com certeza
vai desistir.
Seguindo estas dicas, eu consegui emagrecer 15kilos
em mais ou menos 7 meses, passei dos 72kilos para os 57kilos, cheguei inclusive aos 55kg, troquei
completamente o meu guarda-roupa, e tenho certeza que se você quiser emagrecer
de verdade e seguir estas dicas, vai ter sucesso também.
RESPONDENDO DÚVIDAS
Como eu já sei de algumas coisas que algumas
pessoas irão me perguntar, já vou responder, mas se vocês tiverem outras
dúvidas, sugestões ou opiniões, deixem aqui nos comentários:
1 – Como ficou a sua dieta aos finais de semana?
No começo do processo, até o meu corpo entender a
minha nova rotina de alimentação, eu seguia rigidamente, após algum tempo, eu
me permitia certas concessões mas sempre compensava os abusos na segunda-feira.
Observe-se e entenda o seu corpo, isso é fundamental.
2 – Estamos em 2016, isso foi em 2009, você
conseguiu manter o seu peso, como?
Consegui me manter entre os 56kilos e 59kilos todo
este tempo. Pequenas oscilações são normais, mas sempre que o ponteiro passava
dos 59, eu ligava o alerta amarelo. A fórmula para manter é a mesma para
emagrecer, é preciso entender que uma mudança nos seus hábitos é absolutamente
necessária, exceto que você pode dar uma relaxadinha na dieta aos finais de
semana e de vez em quando, mas compensar sempre que abusar. Para uma pessoa
como eu que tem compulsão e tendência para engordar, o controle alimentar e a
disciplina é para sempre, não tem solução mágica. Neste período eu reaprendi a
comer e a perceber o que o meu corpo processa bem e o que ele estoca como
gordura. Por isso se conhecer, se perceber, olhar para você é importante.
Desde o final do ano passado até agora, estamos em setembro
de 2016, eu ganhei 5kilos, estou hoje entre 61kg e 62kg. Tudo começou com uma inflamação aguda no meu quadril
decorrente de fatores emocionais e excesso de trabalho entre outras coisas que
ocorreram a partir de então, e este é um dos motivos que eu resolvi escrever
este artigo, para relembrar como foi o meu processo de emagrecimento e também
para te incentivar a reiniciar esta nova etapa junto comigo. O que eu mais
percebo que tem me atrapalhado de perder estes kilos ganhos é a falta de força
de vontade e disciplina decorrentes de uma falta de motivação, mas sinto que
esta semana consegui me focar e me motivar novamente, pois eu mereço me dar o
melhor, e estou super animada para iniciar esse processo novamente.
E aí?? Quer vir comigo?
Deixe seu comentário, dúvida, sugestão e não esqueça de se inscrever no meu blog
Texto escrito em 16/09/2016, pesando 62,5kilos
a seguir vídeo com dicas de emagrecimento, gravado em 30/11/2016, pesando 57kilos
Fuçando em meus arquivos antigos achei este pequeno poema que escrevi no dia 08/01/2013.
O poema foi fruto de um tédio que se deu em meu ser por conta de um apagão de horas na cidade de São Paulo o que me fez observar melhor as coisas ao meu redor e também perceber o quanto o ócio é necessário para a criação.
Na nossa vida atual, quando temos qualquer brecha aproveitamos para checar redes sociais, emails e etc, ou então muitas vezes ligamos a TV ou computador em busca de algo para fazer e nos "conectar com o mundo", e quando por alguma razão que foge ao nosso controle não podemos "nos conectar com o mundo", ficamos irritados e impacientes.
Dito isto gostaria de fazer a você a seguinte pergunta para você refletir:
Quando foi a última vez que você sentiu tédio??? E o que você fez na ocasião??
A seguir o pequeno poema que foi resultante de um tédio:
O APAGÃO Há
muitas varandas e janelas, mas ninguém a vista.
Tenho
muitos vizinhos,
mas não tenho companhia.
Não
ouço boa noite,
não ouço bom dia
Não
há crianças no parque,
a piscina está vazia.
Há
tanto barulho...,
mas não ouço cantoria
Não
ouço cães, nem conversas,
apenas os carros na avenida.
Não
sinto cheiro de comida,
será que alguém cozinha?
Sentada
ao relento, com o narguilê aceso, tomo uma cerveja...
sozinha.
Um
temporal de verão, um grande apagão,
me forçam esta reflexão.
Precisa
de tudo isto para eu escrever estas poucas linhas?
Temos
tantas coisas, são tantos habitantes, mas será que há vida?” autor: Cristina Antoniadis - 08/01/2013