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6 de mai. de 2019

Cursos Online de Dança - FAZER OU NÃO FAZER

CURSOS ONLINE DE DANÇA FUNCIONAM???

Estamos vivendo num mundo de constantes transformações tecnológicas e muitas formas novas de ensino vão surgindo em decorrência disso e uma delas é o EAD. Mas será que isto funciona??

Como quase tudo na vida, a resposta é: depende!! E neste texto voltarei a minha atenção para o ensino da dança, pois cada área tem suas particularidades.

Com base na minha experiência percebo que muitos fatores irão influenciar na eficácia dos cursos online, mas existem algumas questões principais e que não podem ser ignoradas de forma alguma:

*Não existe milagre, não tem como aprender dança com poucas aulas online, por mais ninja que a pessoa seja, não tem como absorver tudo o que envolve uma plena consciência corporal, musicalidade, cultura, movimentos, desenvoltura entre muitas outras coisas num curso rápido de dança do ventre seja ele online ou não. Isso é propaganda enganosa, cuidado!!!

*Quem é o profissional que está ministrando o curso?? A pessoa tem propriedade naquilo que está se propondo a ensinar? Tem bagagem, tem experiência, é um profissional de qualidade??? Assim como nas aulas presenciais, fazer um curso com alguém com pouca qualificação é jogar tempo e dinheiro fora, além de poder te trazer consequências irreversíveis, como lesões corporais ou aprendizados completamente equivocados.

*Outro fator muito importante para a eficácia de um curso online é a disciplina do aluno, não adianta só ficar assistindo ou pior ainda, só adquirir e deixar guardado, se o aluno não fazer os exercícios e não repetir até que aquilo se incorpore não tem também muito proveito do curso, é igual aquele aluno que se matricula na aula mas não comparece, não vai sair do lugar.

*Quando ministrados por profissionais competentes os cursos onlines são um excelente material de apoio (assim como eram os DVDs e vídeos cassetes), entretanto nenhum EAD, por melhor que ele seja, substitui a aula presencial!!! Na aula presencial temos o contato humano, o olhar da professora diretamente para a aluna, a energia do momento, a orientação personalizada, a socialização, a troca, e por mais que a tecnologia se supere a cada dia, ainda não inventaram nada que substitua UM ABRAÇO!!!

Não deixe de assistir o meu vídeo sobre este assunto no meu canal do YouTube, deixe seu comentário lá também!!!
Abraços dançantes a todos!! (mas eu quero depois um abraço pessoalmente, kkkkk)








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23 de abr. de 2019

Os Movimentos da Dança do Ventre

Uma das coisas que diferencia um estilo de dança do outro é o repertório de movimentos executados na dança em questão. Quando falamos de dança do ventre temos um repertório específico que abrange movimentos isolados do quadril, tronco, braços, cabeça. Muitas vezes estes mesmos movimentos se combinam harmonicamente entre si podendo também ser associados a deslocamentos, transferências de peso, mudanças de planos, passos e giros. Tudo isso resulta numa ampla gama de possibilidades o que é encantador e nos permite criar uma infinidade de variações.

Entretanto, a dança do ventre é um produto originário de danças femininas étnicas provenientes basicamente do mundo árabe e regiões próximas, ou seja, é uma dança que tem todo um contexto cultural no qual se encontra inserida e que os movimentos realizados precisam estar de acordo com este contexto. É de suma importância também o estudo dos ritmos e da música oriental, que é uma música cujo formato e características são diferentes da música ocidental.
Na cultura oriental música e dança são intrinsecamente ligados, sendo assim, para cada estilo musical e conjunto de ritmos teremos movimentos que são adequados para uma correta leitura musical, por isso não basta estudar apenas os movimentos e saber executá-los impecavelmente, é preciso estudar toda a questão cultural e musical que envolve o universo desta arte.

Mas o foco deste texto é uma conversa sobre os movimentos de base da dança do ventre e que, infelizmente, cada vez mais têm sido deixado de lado para dar lugar a movimentos importados de outras linguagens de dança. Então gostaria de colocar aqui neste artigo como eu elenco, classifico e organizo os movimentos que são típicos da dança oriental solo improvisada feminina. Ou seja, os movimentos de base desta dança tão linda e que nos traz tantos benefícios por proporcionar uma harmonização dos nossos centros energéticos, movimentos que massageiam e irrigam nossos órgãos internos, que modelam o nosso corpo e que nos inundam do prazer de ser mulher! Vamos resgatar estes movimentos que são a energia do feminino na nossa dança pois ela é quem nutre de maneira plena esta arte tão valiosa.

Para fins didáticos eu separo os movimentos da dança do ventre em 4 grandes grupos:
1) Os cadenciados (quadril e tronco)
2) Os sinuosos (quadril, tronco, braços e cabeça)
3) Os precisos (quadril, tronco, braços e cabeça)
4) Os vibratórios (quadril e tronco)

OS CADENCIADOS
Os movimentos cadenciados são aqueles que acontecem necessariamente na pulsação rítmica, ou seja, não é possível executá-los sem base rítmica ou com uma base rítmica que não permita sua realização. A grande maioria destes movimentos acontecem nos ritmos quaternários (que possuem 4 tempos) e alguns em ritmos binários (2 tempos).
São movimentos que possuem uma ginga própria e geralmente podem ser acompanhados com palmas ou estalar de dedos.
Exemplos: básico egípcio, básico grego, twist...

OS SINUOSOS
Os movimentos sinuosos são aqueles que possuem formatos arredondados, formam curvas e desenhos como o símbolo do infinito (lemniscata), círculos, elipses, caracóis e esses (S).
Podem ser realizados seguindo o pulso rítmico ou não. São muito utilizados quando seguimos instrumentos de som contínuo como as flautas nay, o violino ou a voz humana.
Podemos inclusive mesclar os sinuosos com os cadenciados ou executar os sinuosos com cadencia marcando o pulso rítmico.
Exemplos: oitos e redondos, camelos, ondulações de braço, ondulações de ventre...

OS PRECISOS
Os movimentos precisos são aqueles que utilizamos para fazer marcações específicas quando solicitadas pela música, ou seja, quando houver uma marcação forte musical, faremos também esta marcação com o corpo.
Estas marcações podem ser realizadas com o quadril, ombro, peito, braço, cabeça, desde que seja na mesma intensidade da marcação da música. Para a realização destes movimentos geralmente recorremos às contrações musculares da parte do corpo requerida para realizar de forma precisa.
Exemplos: batida unilateral de quadril , batida pélvica, marcação com um dos ombros...

OS VIBRATÓRIOS
Mais conhecidos como shimies ou tremidos, são movimentos que requerem treino e consciência corporal. Podem ser efetuados com o tronco ou com o quadril, sendo que neste último temos um mundo de tipos de tremidos que poderão ser utilizados conforme leitura musical.
Os movimentos vibratórios são utilizados geralmente quando há um intensa aceleração musical, ou quando o instrumento musical faz um som trinado. Usados com muita frequência para leitura da percussão, principalmente nos solos percussivos ou para leitura de instrumentos de cordas como o alaúde e o qanoum, mas isto não é uma regra.
Exemplos: tremido de quadril, tremido pélvico, tremido de peito...

Como já disse antes, esta divisão é apenas para fins de organização didática, entretanto, conforme vamos aprendendo estes movimentos de forma isolada, treinando e incorporando, vamos também desenvolvendo a transição entre eles, a mescla e a desenvoltura, associando uns aos outros, juntamente com transferências de peso, deslocamento, giros, mudança de planos e transformando este vocabulário numa linguagem própria que desabrochará na sua dança.

Para reforçar este trabalho de resgate dos movimentos de base da dança oriental, estou disponibilizando um curso online totalmente gratuito no meu canal do YouTube.
Nas vídeo aulas eu explico cada movimento e pequenas sequências para ilustração e fixação destes. É um material de apoio para quem estuda dança do ventre poder treinar em casa e aperfeiçoar sua dança. Clique no link a seguir e acesse!!

DANÇA DO VENTRE ESSENCIAL DE A a Z - CURSO ONLINE GRATUITO

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Cris Antoniadis

5 de abr. de 2019

Conheça e saiba como interpretar um Bouzouki/ Buzuk

Olá,

Você que é praticante de dança do ventre ou amante da cultura oriental já ouviu falar no buzuk ou bouzouki???

este é o bouzouki helênico, existem muitos outros tipos de bouzoukis ou buzus


O bouzouki/buzuk é um instrumento musical de cordas, da família do alaúde (podemos inclusive dizer que seria um filho ou neto do alaúde), e é muito popular em algumas regiões onde a música oriental é executada, principalmente na Grécia/ Turquia/ Líbano e Síria.

Em grego é conhecido como bouzouki e em árabe como buzuk. Neste artigo optarei em usar o termo bouzouki pois para mim é mais orgânico e íntimo me referir desta forma a este instrumento que sempre foi tão presente em minha existência.

O bouzouki é um instrumento oriental e está muito presente na música oriental (quando eu digo música oriental estou me referindo à música que tem características específicas e que a diferenciam muito da música ocidental em estrutura, escalas "maqans", forma de ouvir, tocar, sentir, ritmos, e que é praticada numa extensão cultural e territorial que vai além do mundo considerado árabe, abrangendo os balcãs, o norte da África, a região do Levante, Ásia Menor "Anatólia" e parte da Ásia Central).

Entretanto, apesar do referido acima, o bouzouki é um instrumento que não possuiu uma ampla possibilidade de maqans (escalas) assim como o alaúde possui. O bouzouki possui trastes em seu braço (tal como o violão) e isto limita o número de notas musicais quando comparado com o alaúde que tem o seu braço livre, mas ainda assim é um instrumento que possibilita os 1/4 de tom que é tão característico da música oriental e que os instrumentos ocidentais (como o violão por exemplo) não conseguem reproduzir.

Eu sou apaixonada pelo bouzouki, ele tem uma sonoridade mais "estridente" que o alaúde, no meu modo de sentir eu vejo o alaúde como um instrumento mais aveludado, mais grave e que me remete à energia do masculino, já o bouzouki para o meu modo de sentir (assim como o qanoum - falaremos dele numa outra oportunidade), me remete à uma energia mais feminina, mais doce ao mesmo tempo que é forte e vigorosa. Para mim, o alaúde seria a voz masculina enquanto o bouzouki a feminina!

O som trinado do bouzouki permite que a bailarina possa explorar diversos tipos de tremidos, aliados ou não aos movimentos sinuosos que podem também se dar de forma lisa fazendo toda a leitura poética do instrumento. É um instrumento que permite uma dança muito rica em movimentos, técnica e sentimentos.

Na atualidade, o bouzouki é considerado o instrumento mais típico da música helênica, é muito utilizado tanto nos clássicos como na música popular e moderna. É muito utilizado no estilo rembetiko (um estilo musical mais boêmio da músico helênica e que é extremamente popular entre os gregos e heleno descendentes no mundo), e muito presente no TSIFTETELIS, estilo helênico da dança oriental solta de improviso. Nas festas gregas é um instrumento que não pode faltar e que é contagiante e sentimental, proporcionando a todos uma sensação de êxtase em suas TAKSIMIS (taksim), o que podemos chamar no mundo árabe de TARAB.

Ainda falando de TSIFTETELIS, no início do século XX foi desenvolvido e popularizado um estilo muito peculiar de solo de bouzouki para o tsifteteli (chifteteli) e que se tornou praticamente um hino do tsifteteli grego, um estilo onde o músico improvisa com o bouzouki demosntrando muita habilidade, vigor, sentimento e o que chamamos de "KEFI", (uma pegada, um sentir único de estar na energia daquele momento)

Abaixo o link de um SOLO DE BOUZOUKI que efetuei para o desfecho do meu DVD "A DANÇA NA MÚSICA E CULTURA ORIENTAL", lançado em parceria com a Shimmie Kaleidoscópio e onde eu explico as características fundamentais da música e cultura oriental aplicadas na nossa dança.
Para mais informações sobre o DVD, CLIQUE AQUI!!!

O solo é do maravilhoso músico Nicos Pourpourakis (in memória), que ainda em vida me cedeu com muito amor os direitos autorais para que eu pudesse produzir este trabalho e que era um apaixonado pela dança do ventre.

Aqui no Brasil, na comunidade helênica, temos um grande "bouzouklis" , o Kostakis, e que está sempre presente nas festas e eventos da comunidade. Para quem tiver interesse em aprender a tocar o instrumento, pode entrar em contato com o Iaonnis Kyriopoulos, professor na Coletividade Helênica de São Paulo.

Espero que tenham gostado deste conteúdo e não deixem de me acompanhar nas redes sociais:

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TAKSIMI BOUZOUKI - NICOS POURPOURAKIS - INTERPRETAÇÃO CRISTINA ANTONIADIS



ESTILO GREGO DE SOLO DE BOUZOUKI - TSIFTETELI



O BUZUK "ÁRABE"





1 de abr. de 2019

DANÇA DO VENTRE ESSENCIAL - Curso Online GRATUITO

Olá galerinha!!

A partir de hoje estarei postando em meu canal do YouTube uma série de VÍDEOS AULA TOTALMENTE GRATUITAS sobre os movimentos de base da nossa dança para que vocês possam ter um material complementar de estudos e também para quem nunca fez aulas possa ter um primeiro contato e se encantar com essa linda arte que é a DANÇA DO VENTRE!!

Então não deixe de acompanhar!! INSCREVA-SE!!!
Segue o link da PLAYLIST onde você encontrará todos os vídeos da série:

DANÇA DO VENTRE ESSENCIAL - de A a Z



VAMOS APRENDER DANÇA DO VENTRE??? ESSENCIAL DANÇA DO VENTRE DE A a Z - Aulas de dança do ventre com Cristina Antoniadis.

Uma série especial de vídeos criados pela professora Cristina Antoniadis cuja finalidade é proporcionar um contato com os principais movimentos essenciais da dança do ventre para quem não conhece e também um material de complemento de estudos para quem já pratica esta arte possibilitando que você possa treinar em casa, estudar bastante e melhorar a qualidade dos seus movimentos de dança do ventre.

IMPORTANTE: estas aulas não substituem uma aula de dança do ventre presencial, onde o professor poderá te orientar e corrigir pessoalmente. É importante também lembrar que o aprendizado da dança do ventre não se resume apenas em aprender os movimentos, mas é de muita importância aprender a inserir estes movimentos numa correta leitura musical, cultural e intencional. A dança do ventre é uma dança étnica e estudar seus aspectos peculiares é essencial para o aprendizado correto desta dança.

Quer saber mais sobre as origens e histórico da dança do ventre?? BAIXE AQUI GRATUITAMENTE O MEU EBOOK

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22 de mar. de 2019

3 DICAS PARA TOCAR SNUJS E DANÇAR


🎶🎶3 DICAS PARA TOCAR SNUJS E DANÇAR!!🎶🎶


Para muitas pessoas que estudam dança do ventre, dançar e tocar snujs ou sagats simultaneamente parece algo impossível, já ouvi de um tudo kkkk, principalmente: "não tenho coordenação motora"

Então vou tentar te ajudar com algumas dicas:

Tocar e dançar exige dedicação, muito treino e estudo, mas o resultado é ENCANTADOR!! EU 


Para muitas pessoas que estudam dança do ventre, dançar e tocar snujs ou sagats simultaneamente parece algo impossível, já ouvi de um tudo kkkk, principalmente: "não tenho coordenação motora"

1) comece simples, comece no toque básico, o famoso "ta ká tá". Este toque servirá de base para quase todos os ritmos;

2) conhecer os ritmos, sua pulsação, célula base é fundamental;
3) treine, treine muito. Dançar e tocar de forma natural e gostosa é prática, muita prática. Vc pode começar tocando sem dançar, depois ande tocando variando a velocidade do caminhar independentemente do toque, depois treine cada movimento básico da dança isoladamente tocando, monte uma sequência para estudo e por fim, dance livremente e toque.
AMOOOOO!!

No vídeo um pequeno trecho de um curso especial que eu dei no qual estudamos os ritmos isoladamente, fizemos vários treinos e finalizamos o curso com os toques do snuj, muitas das meninas nunca tinham tocado snujs e olha como deu certo!! Espero que gostem e que te inspirem!! 


CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR O VÍDEO NA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK!!


Assista o vídeo



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Um grande abraço
Cris



16 de set. de 2016

Emagreci 15kg Dançando

Antes de dizer como emagreci, acho importante contar um pouco de como engordei tanto!!

Breve resumo da minha luta com o peso e como cheguei ao auge dele:

Novembro de 2008, 33 anos, 1,61m e 72kilos. Minha filha estava com quase 2 anos, eu já havia desistido da dança há uns 4 anos e apesar de sempre, até então, a dança ter sido uma atividade paralela na minha vida, não podia mais viver sem ela. Eu estava triste, deprimida e minha vida era uma sucessão de dias vividos em função da família, da sociedade, de obrigações diárias e de uma rotina sem encanto algum.

Apesar de nunca ter frequentado aulas de ballet, jazz e outros, sempre dancei, desde os meus 7 anos. Participava de grupos folclóricos da comunidade grega e árabe, fazia coreografias com as amigas da escola e aos 19 anos comecei minhas aulas regulares de dança do ventre, pela qual sempre tive paixão desde muito pequena.

Aos poucos, conforme as responsabilidades profissionais e da vida adulta foram se intensificando fui deixando cada vez mais a dança de lado, até que parei totalmente. Nessa época já não conseguia mais manter o meu peso abaixo de 65kilos, o que para mim já é muito.

Veio casamento, depois gravidez, depois parei de trabalhar e daí lascou tudo, a balança pulou para os 70kilos e chegou ao auge, 72kilos. Nesta época estava tentando outros rumos profissionais (fiz curso de cabelereira e estava começando a trabalhar na área), quando, para completar a sensação de que nada dava certo para mim, a dona do salão me dispensou. Fiquei sem chão, me perguntava, e agora? E então, magicamente, a dança surgiu novamente em minha vida, ou talvez ela sempre estivesse lá e era eu quem fingia não ver. Mas o fato é que apareceram 2 shows de contatos antigos. A princípio eu quis recusar, estava afastada, sem prática, cabelos curtos e o pior de tudo: gorda, muito gorda!! Meu marido, percebendo minha tristeza e sabendo o quanto dançar sempre foi muito importante para mim, me incentivou, e assim fui!! E como foi bom ter ido!

Uma luz acendeu dentro de mim, e decidi: é isso que eu quero na minha vida, eu quero dançar, dançar e dançar!!! QUERO VIVER DA DANÇA!!!

Então resolvi, preciso emagrecer pois quero dar o meu melhor para o que é a grande paixão da minha vida, pois quero dar o meu melhor para realizar aquilo que sempre sonhei e que a vida agora me desafia a ir atrás, pois quero dar o meu melhor para mim mesma pois EU MEREÇO o meu melhor!!

E foi aí que comecei o MEU PROGRAMA DE EMAGRECIMENTO.



Como emagreci 15 kilos

Antes de eu relatar como eu consegui emagrecer, quero fazer alguns alertas essenciais e recomendações:
a)O que funcionou para mim talvez não funcione para você, minha intenção aqui é compartilhar a minha experiência para que vocês possam ter de exemplo, de incentivo e adaptar às necessidades de vocês;
b)Procure um médico, faça todos os exames de sangue necessários e converse com um profissional da saúde;
c)Procure também, se tiver condições, um nutricionista;
d)Procure auxílio de algum profissional do corpo para te orientar caso você não seja um ou tenha condições.

Dito isto, gostaria de dizer também que não há fórmulas mágicas, disciplina, força de vontade, alimentação adequada e atividade física continua sendo o caminho, eu só vou dizer como foi o meu.

ALIMENTAÇÃO

Dica 1 – CONHEÇA-TE E DISCIPLINE-SE
Sou fanática por doces, massas e pães, e quando eu como estas coisas, tenho tendências compulsivas, dificilmente consigo parar, então: CORTEI, e disse para mim mesma: “enquanto você não aprender a comer com moderação essas coisas você não vai comer.”
Nos primeiros dias senti falta, depois me habituei a ficar sem e não ligava mais, vez ou outra caia na tentação de comer um docinho, às vezes conseguia me controlar em comer um pedacinho, outras não, daí quando isso acontecia me privava novamente, mesmo porque comecei a perceber que era muito mais fácil ficar sem completamente do que querer comer um pouquinho, pois esse pouquinho era suficiente para dar vontade de doce no dia seguinte e assim sucessivamente. O açúcar (e as massas também pois se transformam em açúcar no organismo) tem esse efeito rebote, e como sou viciada em açúcar, percebi que meu organismo funciona igual ao de um alcoólatra que não pode dar o primeiro gole, no meu caso, a primeira mordida.
Então é por isso que eu digo, conheça seu organismo, perceba quais alimentos te incham, quais fazem você se sentir mais leve ou mais pesada, quais você tem problemas com compulsão, e discipline-se a evitar comer aqueles que você sabe que, ou não te farão bem, ou te farão ter compulsão e engordar.

Dica 2 – ADAPTE-SE AO NOVO
Velhos hábitos precisam dar lugar a novos hábitos. Não adianta querer emagrecer fazendo as mesmas coisas que te levaram a engordar e aqui mais uma vez a disciplina vai contar.
Na época eu passei com a minha médica, fiz os exames e etc, mas não tinha recursos para bancar nutricionista, academia e outros, então eu apelei para o grande oráculo “o google”, e devido ao que eu relatei anteriormente sobre doces, massas e pães, a dieta que eu achei que eu teria mais facilidade de seguir foi a da proteína (na época a moda era a do Dr Atkins). Entretanto, achei aquela história de se empanturrar de carnes e gorduras um absurdo e nada saudável, me dava enjoo só de pensar, contar calorias também acho um porre, chato demais, então adaptei estas dietas para a minha pessoa:

MINHA DIETA
Alimentos proibidos: açúcar e carboidratos simples (farinha branca, arroz branco e batata basicamente)
O restante liberado, mas com muito bom senso. Como não sou uma pessoa muito fã de carnes então já não abuso naturalmente e consigo comer o suficiente para me saciar. Amo queijos, iogurtes e laticínios de forma geral, e percebo que meu corpo aceita bem estes alimentos, então me permito comê-los, por outro lado, também gosto muito de ovos, mas estes preciso maneirar pois percebo que apesar de me saciarem muito bem, me sinto pesada após consumi-los, então, deixo para comer ovos nos dias que sei que precisarei ficar mais horas do que o normal sem comer. Frutas eu também não sou fã, então me permito comer pois certamente não vou abusar. Folhas e legumes eu gosto bastante, e isso me ajuda, procuro deixar as maiores porções do meu dia por conta destes alimentos.
Ou seja, continuo a dizer: CONHECA-TE

Dica 3 – PEÇA AJUDA
Se você não mora sozinho é mais difícil. No meu caso é muito mega blaster difícil pois além de o meu marido ser magro naturalmente, ele adora comer bobagens. Se o seu caso é semelhante ao meu, peça ajuda às pessoas que moram com você, pelo menos na fase inicial do processo até você conseguir ter mais autocontrole e maior percepção do efeito dos alimentos que você come. Mas não ponha a culpa nos outros pelo o seu fracasso, a ajuda deles é bem vinda, mas o mundo está aí, cheio de possibilidades e “tentações”, então cabe a você ter a força de vontade e disciplina para continuar.


ATIVIDADE FÍSICA E MENTAL

Dica 1 – MEXA-SE
Estava desempregada, com uma filha de 2 anos e precisava me exercitar. Então comecei a dançar, em casa mesmo, arrastava os móveis da sala, ligava o som e dançava.
Todos os dias eu reservava 2 horas do dia para dançar, e quando minha mente começava a querer me sabotar me enviando para a dispensa, eu imediatamente ligava a música e dançava.
Eu pingava de suor, dançava uma música após a outra e no final, me sentia em êxtase, um prazer imenso tomava o meu corpo e não via a hora de chegar o dia seguinte para dançar novamente.
Quando eu me sentia desmotivada ia para a internet, assistia uns vídeos de dança e pronto, era o suficiente para me empolgar.
Em pouco tempo já estava reinserida no mercado de trabalho da dança e dando aulas, estava muito feliz, mas a batalha com o meu peso não tinha terminado.

Dica 2 – OCUPE-SE
Nada dá mais vontade de ficar beliscando do que ficar na frente da TV ou fuçando nas redes sociais, então procure atividades que te ocupem de verdade. Ler um bom livro, estudar ou pesquisar um assunto interessante, se você tiver algum talento artístico, use-o: pintar, bordar, tricotar, costurar, escrever poesias, escrever textos para um blog, use a sua criatividade quando estiver a toa em casa para não atacar a geladeira.
Reorganizar o guarda-roupa, os móveis da casa, aquela gaveta de bugigangas que está lá esquecida, aproveite para reorganizar a sua vida por completo, isso também costuma nos incentivar e motivar a querer ser uma pessoa melhor para nós mesmos.
Atividades fora de casa também são interessantes para driblar a gula, mas sempre opte por passeios no parque, livrarias, exposições ou a lugares que não tenham uma infinidade de guloseimas como os shoppings centers, isso ajuda muito.

Dica 3 – TENHA PRAZER
Escolha uma atividade física que você goste. Eu gosto de dançar, e hoje em dia complemento com caminhadas no parque, alongamentos e alguns exercícios de pilates que também são atividades que eu gosto. Eu, por exemplo, não gosto de academias, musculação, natação e etc, odeio ter que sair de casa para ir a ambientes fechados com um monte de gente, então procuro adaptar as atividades físicas para o meu bem estar mental também, não adianta nada TER que ir fazer algo, você tem que QUERER, senão com certeza vai desistir.

Seguindo estas dicas, eu consegui emagrecer 15kilos em mais ou menos 7 meses, passei dos 72kilos para os 57kilos, cheguei inclusive aos 55kg, troquei completamente o meu guarda-roupa, e tenho certeza que se você quiser emagrecer de verdade e seguir estas dicas, vai ter sucesso também.


RESPONDENDO DÚVIDAS

Como eu já sei de algumas coisas que algumas pessoas irão me perguntar, já vou responder, mas se vocês tiverem outras dúvidas, sugestões ou opiniões, deixem aqui nos comentários:

1 – Como ficou a sua dieta aos finais de semana?
No começo do processo, até o meu corpo entender a minha nova rotina de alimentação, eu seguia rigidamente, após algum tempo, eu me permitia certas concessões mas sempre compensava os abusos na segunda-feira. Observe-se e entenda o seu corpo, isso é fundamental.

2 – Estamos em 2016, isso foi em 2009, você conseguiu manter o seu peso, como?
Consegui me manter entre os 56kilos e 59kilos todo este tempo. Pequenas oscilações são normais, mas sempre que o ponteiro passava dos 59, eu ligava o alerta amarelo. A fórmula para manter é a mesma para emagrecer, é preciso entender que uma mudança nos seus hábitos é absolutamente necessária, exceto que você pode dar uma relaxadinha na dieta aos finais de semana e de vez em quando, mas compensar sempre que abusar. Para uma pessoa como eu que tem compulsão e tendência para engordar, o controle alimentar e a disciplina é para sempre, não tem solução mágica. Neste período eu reaprendi a comer e a perceber o que o meu corpo processa bem e o que ele estoca como gordura. Por isso se conhecer, se perceber, olhar para você é importante.
Desde o final do ano passado até agora, estamos em setembro de 2016, eu ganhei 5kilos, estou hoje entre 61kg e 62kg. Tudo começou com uma inflamação aguda no meu quadril decorrente de fatores emocionais e excesso de trabalho entre outras coisas que ocorreram a partir de então, e este é um dos motivos que eu resolvi escrever este artigo, para relembrar como foi o meu processo de emagrecimento e também para te incentivar a reiniciar esta nova etapa junto comigo. O que eu mais percebo que tem me atrapalhado de perder estes kilos ganhos é a falta de força de vontade e disciplina decorrentes de uma falta de motivação, mas sinto que esta semana consegui me focar e me motivar novamente, pois eu mereço me dar o melhor, e estou super animada para iniciar esse processo novamente.

E aí?? Quer vir comigo?

Deixe seu comentário, dúvida, sugestão e não esqueça de se inscrever no meu blog

Texto escrito em 16/09/2016, pesando 62,5kilos
a seguir vídeo com dicas de emagrecimento, gravado em 30/11/2016, pesando 57kilos





14 de set. de 2016

Poesia - O Apagão

Fuçando em meus arquivos antigos achei este pequeno poema que escrevi no dia 08/01/2013.

O poema foi fruto de um tédio que se deu em meu ser por conta de um apagão de horas na cidade de São Paulo o que me fez observar melhor as coisas ao meu redor e também perceber o quanto o ócio é necessário para a criação.

Na nossa vida atual, quando temos qualquer brecha aproveitamos para checar redes sociais, emails e etc, ou então muitas vezes ligamos a TV ou computador em busca de algo para fazer e nos "conectar com o mundo", e quando por alguma razão que foge ao nosso controle não podemos "nos conectar com o mundo", ficamos irritados e impacientes.

Dito isto gostaria de fazer a você a seguinte pergunta para você refletir:

Quando foi a última vez que você sentiu tédio??? E o que você fez na ocasião??

A seguir o pequeno poema que foi resultante de um tédio:

O APAGÃO
Há muitas varandas e janelas, 
mas ninguém a vista.
Tenho muitos vizinhos, 
mas não tenho companhia.
Não ouço boa noite, 
não ouço bom dia
Não há crianças no parque, 
a piscina está vazia.
Há tanto barulho..., 
mas não ouço cantoria
Não ouço cães, nem conversas, 
apenas os carros na avenida.
Não sinto cheiro de comida, 
será que alguém cozinha?
Sentada ao relento, com o narguilê aceso, tomo uma cerveja...
sozinha.
Um temporal de verão, um grande apagão, 
me forçam esta reflexão.
Precisa de tudo isto para eu escrever estas poucas linhas?
Temos tantas coisas, são tantos habitantes, 
mas será que há vida?”
autor: Cristina Antoniadis - 08/01/2013